O Livro dos Espíritos | Livro 3 “Leis morais” | Capítulo 11 “Lei da justiça, do amor e da caridade”
Amor materno e filial, questões 890 a 892
O artigo de hoje abrange a livre interpretação das questões 890 a 892, contidas em O Livro dos Espíritos, sobre o amor materno e filial.
O amor materno é uma virtude e também um sentimento instintivo comum ao ser humano e aos animais. A natureza deu à mãe o amor pelos filhos, demonstrado através da preservação deles. No mundo animal, este amor limita-se às necessidades materiais, cessando quando o cuidado se torna inútil. No ser humano, o amor materno persiste por toda a vida, envolvendo devoção e abnegação, e ultrapassa a morte.
Embora o amor materno esteja na Natureza, há mães que odeiam seus filhos. Às vezes, isso ocorre como um teste para o espírito da criança ou como expiação, caso ela tenha sido um mau pai, uma má mãe ou um mau filho em outra existência.
Em todos esses casos, a mãe má só pode ser animada por um espírito maligno que tenta fazer com que o filho sucumba à prova que buscou, mas essa violação das Leis da Natureza não ficará impune, e o Espírito da criança será recompensado pelos obstáculos que superou.
Quando os pais têm filhos que causam sofrimento, não podem alegar falta de ternura, pois sua responsabilidade é educar e conduzir os filhos ao bem. Sua missão é empregar todos os esforços para guiá-los. Essas tristezas resultam muitas vezes dos maus hábitos que os pais permitiram que os filhos adquirissem desde o nascimento; colhem, portanto, o que plantaram.
As dificuldades entre mãe e filho, sejam provas escolhidas ou consequências naturais, têm sentido educativo e moral; nelas, o amor materno se eleva à virtude, e a justiça espiritual recompensa os obstáculos superados, mostrando que cada experiência familiar é oportunidade de crescimento espiritual tanto para a mãe quanto para o filho.
Equipe Vida e Espiritismo
Bibliografia: KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 1 ed. França.Esta é uma livre interpretação.