O Livro dos Espíritos | Livro 2 “Mundo espírita ou dos espíritos” | Capítulo 9 “Intervenção dos Espíritos no mundo corporal”
Anjos da guarda e espíritos protetores, questões 501 a 510
Neste artigo vamos abordar as questões 501 a 510 de “O Livro dos Espíritos”. Estas questões falam sobre Espíritos protetores.
Os Espíritos protetores possuem um certo grau de elevação, e virtude a mais, concedida por Deus.
Todo encarnado tem um Espírito protetor que vela por ele, mas o tipo de missão desse Espírito é relativo às necessidades do encarnado que ele protege. Não se dá a uma criança que está aprendendo a ler, um professor de Filosofia. O progresso do Espírito protetor segue o do Espírito protegido.
Um espírito superior zela por um encarnado. Este encarnado pode, por sua vez, se tornar um espírito protetor de um espírito que é inferior a ele; o progresso que o inferior realizar, com seu auxílio, contribuirá para a evolução do protetor.
Deus não exige do espírito mais do que permite sua natureza e o grau de evolução que alcançou.
Para que o homem evolua, precisa de experiência e, muitas vezes, tem que adquiri-las por conta própria. A ação dos espíritos que querem o bem do homem ocorre sempre de modo a deixar-lhes o livre-arbítrio, pois se ele não tiver responsabilidade, não avança no caminho que conduz a Deus. A maior parte das pessoas, não vendo o espírito que o ampara, confia-se às próprias forças, porém o seu protetor cuida dele e, sempre que necessário, o adverte sobre o perigo.
Quando o protegido segue pelo caminho do bem, o Espírito protetor fica feliz, pois seus esforços foram bem sucedidos, representando para ele uma vitória. É um mérito do Espírito protetor e que será levado em conta para seu progresso, para sua felicidade.
Mas o Espírito protetor não é responsável se seus esforços não produzirem nenhum bom resultado, pois fez o que dependia dele. Ele sofre e lamenta os erros de seu protegido, mas para ele não é uma angústia, pois sabe que há remédio para o mal.
O homem não pode saber o nome do seu Espírito protetor ou anjo da guarda. Ele pode dar-lhe o nome que quiser ou dar-lhe o nome de um espírito superior por quem tem simpatia ou respeito. O Espírito protetor atenderá a esse chamado, pois todos os bons espíritos se ajudam.
Na vida espiritual, o homem reconhece o seu espírito protetor, pois muitas vezes o conheceu antes de reencarnar.
Diante deste estudo, percebemos a grandeza e a misericórdia divina ao conceder a cada um de nós um Espírito protetor. Esses benfeitores espirituais, dentro de suas possibilidades e do grau de evolução que alcançaram, acompanham-nos em nossa jornada, respeitando nosso livre-arbítrio e torcendo pelo nosso progresso no bem. Sua presença, ainda que invisível, é constante e atuante, lembrando-nos de que nunca estamos sozinhos. Ao reconhecermos esse auxílio e buscarmos seguir pelo caminho do bem, não apenas avançamos em nossa própria evolução, mas também contribuímos para a felicidade e progresso de nossos protetores. Assim, fortalecemos a certeza de que a vida é um aprendizado contínuo, guiado pelo amor de Deus e sustentado pela fraternidade universal.
Equipe Vida e Espiritismo
Bibliografia: KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 1 ed. França.Esta é uma livre interpretação.