O Livro dos Espíritos | Livro 3 “Leis morais “ | Capítulo 11 “Lei da justiça, do amor e da caridade”
Direito de propriedade, questões 880 a 885
O direito mais importante do ser humano é o direito de viver. Ninguém pode colocar a vida de outra pessoa em perigo, inclusive a própria vida. Esse direito é a base de todos os outros direitos.
O direito de viver inclui o direito de guardar o necessário para o sustento no futuro, desde que seja obtido com trabalho honesto e respeito à família
O trabalho honesto dá direito de proteger o que conquistou. Deus proíbe roubar, e Jesus ensina a respeitar o que é dos outros.
É normal querer possuir bens materiais, mas se isso for só para satisfazer desejos pessoais ou acumular bens inúteis, torna-se egoísmo. Porém, quem trabalha para ajudar os outros pratica amor e caridade, e seu esforço é abençoado.
A propriedade legítima é aquela obtida sem prejudicar ninguém, seguindo a regra de não fazer aos outros o que não queremos para nós mesmos. Mesmo os bens conquistados honestamente têm limites, pois o que é correto perante as leis humanas nem sempre refletem a justiça de Deus; as leis humanas evoluem com o progresso moral da Humanidade. Eles devem ser utilizados com prudência, com moderação, com respeito (ao próximo, a Natureza), com consciência moral e espiritual, estabelecidos por Deus.
Viver, trabalhar honestamente e usar o que se conquistou com responsabilidade são direitos naturais e todos estão interligados entre si.
O homem tem direitos, mas também deveres. Quem abusa de sua inteligência, riqueza ou outros recursos, deve lembrar que uma força maior pode retirar o que lhe foi confiado, ensinando humildade e justiça.
A verdadeira propriedade é o que levamos além-túmulo; as demais exigem discernimento, equilíbrio, uma vez que prestaremos contas de tudo o que nos foi confiado.
Equipe Vida e Espiritismo
Bibliografia: KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 1 ed. França.Esta é uma livre interpretação.