O Livro dos Espíritos | Livro 3 “Leis morais “ | Capítulo 7 “Lei da sociedade”
Voto de silêncio, questão 772
Neste artigo vamos abordar a questão 772 de “O Livro dos Espíritos”. Esta questão fala sobre voto de silêncio.
O voto de silêncio é praticado por certas seitas desde a Antiguidade. Mas o que pensar sobre ele?
Segundo Kardec, o voto de silêncio absoluto, tal como o voto de isolamento, impedem o homem de se relacionar socialmente e lhe proporcionar oportunidades de fazer o bem e cumprir a lei do progresso.
Deus condena o abuso e não o uso das faculdades que Ele concedeu. O silêncio é útil em momento oportuno; porque no silêncio o homem se recompõe; sua mente fica mais livre e pode, então, entrar em comunicação direta com os espíritos, mas o voto de silêncio não é uma boa prática. Aqueles que consideram essas privações voluntárias como atos de virtude têm boa intenção; mas estão errados porque não compreendem suficientemente as verdadeiras Leis de Deus.
Diante disso, percebemos que o verdadeiro valor não está na renúncia das palavras, mas no uso sábio delas. O silêncio pode ser um instrumento de equilíbrio, introspecção e comunhão espiritual, mas jamais deve se transformar em isolamento ou fuga da convivência humana. Deus nos concedeu a fala e o pensamento para que possamos compartilhar, instruir e fazer o bem. Assim, a lição que fica é que o verdadeiro mérito não está em calar-se completamente, mas em saber quando e como falar, usando a palavra como um instrumento de amor, entendimento e progresso espiritual.
Equipe Vida e Espiritismo
Bibliografia: KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 1 ed. França.Esta é uma livre interpretação.