Jesus em Nossa Vida
Histórias
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Compaixão
Providência Divina
Partilha
Organização
Trabalho no bem
Os apóstolos se reuniram com Jesus e contaram-lhe tudo o que tinham feito e ensinado.
Jesus disse:
— Venham, vamos sozinhos para um lugar deserto e descansem um pouco.
Jesus disse isso porque havia muita gente indo e vindo, e eles não tinham tempo nem para comer. Ao saírem de barco para o lugar isolado, muitos os reconheceram e correram a pé de todas as cidades, chegando lá antes deles.
Ao desembarcar, Jesus viu a multidão e teve compaixão deles, porque eram como ovelhas sem pastor; e começou a ensinar-lhes muitas coisas.
Quando já estava ficando tarde, os discípulos foram até Jesus e disseram:
— Este lugar é deserto e já é muito tarde. Mande o povo embora para que possam ir aos sítios e aldeias vizinhas comprar o que comer.
Mas Jesus respondeu:
— Deem vocês mesmos o que comer a eles.
Os apóstolos perguntaram:
— O senhor quer que a gente vá comprar duzentos denários de pão para dar de comer a eles?
Jesus perguntou-lhes:
— Quantos pães vocês têm? Vão ver.
Eles foram ver e responderam:
— Cinco pães e dois peixes.
Jesus, então, ordenou que fizessem todos sentar em grupos sobre a grama verde. E eles se sentaram em grupos de cem e cinquenta.
E, tomando os cinco pães e os dois peixes, Jesus ergueu os olhos ao céu, deu graças, partiu os pães e os deu aos seus discípulos para que os distribuíssem. Também repartiu os dois peixes entre todos.
Todos comeram e ficaram satisfeitos.
Ao final, recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixes.
Os que ali comeram eram cerca de cinco mil pessoas.
* * *
Jesus percebe o cansaço dos discípulos, pois eles voltavam de uma longa jornada de pregação e havia tanta gente indo e vindo que não tinham tempo nem para comer. Por isso, propõe um retiro para descanso em um lugar deserto e isolado, indo de barco para o outro lado do mar. Isso mostra que o descanso é necessário para quem trabalha no bem. No entanto, ao desembarcar e ver a multidão que correu a pé para encontrá-lo, Jesus percebe que eles estavam desorientados como ovelhas sem pastor. Ele coloca a compaixão em primeiro lugar e começa a ensinar-lhes muitas coisas.
Quando o dia já estava terminando, os discípulos sugerem que o povo fosse embora para as aldeias vizinhas. Eles fizeram isso porque o lugar era deserto, já era tarde e não havia comida para todos. Diante do desafio, os discípulos mencionam duzentos denários, uma quantia que equivalia a quase um ano de salário de um trabalhador comum da época, evidenciando que, pela lógica humana, a solução era impossível. Jesus, porém, lhes dá uma responsabilidade: "Deem vocês mesmos o que comer". Ele ensina que a solução para as dificuldades do próximo também depende da nossa ação e solidariedade, não apenas de esperar que o outro resolva sozinho.
A multiplicação dos alimentos não surge do nada; Jesus começa com o que já existe. Ele pergunta o que eles têm e utiliza os cinco pães e dois peixes encontrados. Porque a multiplicação ocorre somente após a ação de Jesus, o texto mostra que, antes de repartir os alimentos, Ele ergue os olhos ao céu e dá graças a Deus, e só depois parte os pães e os entrega aos discípulos para a distribuição. Dessa forma, o relato estabelece a sequência que antecede o milagre.
A organização do povo em grupos de cem e cinquenta sobre a grama verde mostra que o auxílio deve ser feito com ordem e respeito, evitando o tumulto. A menção à "grama verde" indica o período da primavera, época em que a Páscoa era celebrada, e lembra a passagem do Salmo 23, onde o Senhor conduz suas ovelhas a verdes pastagens. Ao dar graças e olhar para o céu, Jesus reconhece a Deus como a fonte de tudo o que sustenta a vida, ensinando que a gratidão precede a abundância.
A fartura final, que resultou em doze cestos cheios com as sobras, após todos comerem, demonstra que na partilha verdadeira nada falta. O número doze, conforme a tradição bíblica, remete às doze tribos de Israel, simbolizando que a providência de Jesus é plena e suficiente para todo o povo. O que sobrou foi recolhido para evitar o desperdício, ensinando que devemos valorizar e cuidar de cada recurso recebido da providência divina, pois o que é supérfluo para um pode ser a sobrevivência de outro.
Equipe Jesus em Nossa Vida
Bibliografia: Evangelho de Marcos 6:30-44.DEUS
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MARCOS
APÓSTOLOS
DISCÍPULOS
MULTIPLICAÇÃO
PÃES
PEIXES
MULTIDÃO
GRAMA VERDE
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PÁSCOA
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PROVIDÊNCIA DIVINA
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PASTOR
COMPAIXÃO
ORGANIZAÇÃO
TRABALHO NO BEM
FARTURA
As palavras deste caça-palavras estão escondidas na horizontal, vertical e diagonal, sem palavras ao contrário.
O que os apóstolos fizeram ao se reunir com Jesus?
Por que Jesus convidou os apóstolos a irem para um lugar deserto?
Como a multidão conseguiu chegar ao lugar antes de Jesus e dos apóstolos?
Qual foi o sentimento de Jesus ao ver a multidão?
O que os discípulos sugeriram quando ficou tarde?
Qual foi a resposta de Jesus à sugestão dos discípulos?
Quantos pães e peixes os discípulos encontraram?
Como Jesus organizou o povo antes da distribuição do alimento?
O que aconteceu após todos comerem?
O que o texto ensina sobre a origem da multiplicação dos pães?
Por que Jesus dá graças a Deus antes de multiplicar os pães e os peixes?