Amar também é se fazer presente
Você está perto de verdade ou apenas por perto?
Há pessoas que estão fisicamente em casa, mas emocionalmente ausentes. Respondem sem escutar, convivem sem perceber, dividem o espaço sem realmente estar disponíveis. A rotina repete encontros sem atenção, e o lar passa a funcionar como um lugar de passagem, onde as conversas ficam na superfície e o olhar quase não se demora no outro. O silêncio, nesses casos, não é de paz, mas de distância.
Com o tempo, é possível estar dentro da mesma casa e, ainda assim, viver distante. Na família, não basta estar por perto. Amar também exige atenção, escuta e interesse real pela vida do outro. Conviver não é apenas dividir o espaço, mas reconhecer o outro como alguém que precisa ser visto e considerado. Isso aparece em atitudes simples, como ouvir com atenção, acompanhar e se interessar pelo que o outro vive.
Jesus ensina: "Onde está o seu tesouro, aí estará também o seu coração" (Mateus 6:21). Quando o coração está ocupado com interesses externos, a família recebe apenas o que sobra, e presença sem atenção não é presença, é apenas proximidade física. O Espiritismo afirma que a família é um meio de prova e aperfeiçoamento mútuo, e que os deveres de família são dos mais importantes que o homem tem a cumprir (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XIV, item 4). Esses deveres não se cumprem apenas com moradia compartilhada, exigem envolvimento real.
Muita coisa se rompe dentro de casa não por falta de convivência, mas por falta de presença real. Estar junto sem escutar ou sem se envolver também deixa marcas.
Quem convive com você sente sua presença de verdade ou apenas percebe sua ausência?
Equipe Vida e Espiritismo
Bibliografia