O pequeno lucro que mancha o caráter
Você age com justiça quando o assunto envolve dinheiro?
No dia a dia, situações simples colocam isso à prova: um troco a mais, uma cobrança com erro a seu favor, um valor recebido sem conferência. Diante disso, muitos pensam que não há problema, já que o engano não foi causado por eles ou que a quantia é pequena demais para importar. Mas aceitar o que não lhe pertence, mesmo valores mínimos, rompe o compromisso com a justiça.
O trabalho digno, lembrado no Dia do Trabalho, está ligado não apenas ao esforço de receber, mas também à forma correta de lidar com aquilo que se ganha. Não é justo conservar um benefício que veio do erro de outra pessoa. Pequenos ganhos indevidos não passam despercebidos à consciência, ainda que ninguém mais note.
Jesus ensinou: “Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito” (Lucas 16:10). A Bíblia também afirma: “Balança enganosa é abominação para o Senhor, mas o peso justo é o seu prazer” (Provérbios 11:1). A integridade se revela nas decisões comuns, especialmente quando envolvem interesse próprio. Não existe valor pequeno quando está em jogo o que é certo.
O Espiritismo reforça esse princípio ao descrever que o verdadeiro homem de bem não tira proveito de ninguém e examina sua própria consciência para corrigir suas faltas (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XVII, item 3).
Agir com honestidade também é devolver, corrigir e recusar o que não é seu.
Ao perceber um erro que favorece você, qual é a sua decisão?
Equipe Vida e Espiritismo
Bibliografia