A pressa que silencia o idoso
Você trata o idoso da sua família com a mesma atenção que dedica às suas prioridades do dia?
Imagine que sua mãe ou seu pai tenta contar algo enquanto você responde mensagens no celular, e a conversa termina sem que você tenha realmente ouvido. Com o tempo, esse padrão ensina ao idoso que ele não vale o esforço da sua atenção. O envelhecimento já traz consigo perdas suficientes, mobilidade, amigos, independência, ... Quando a família se afasta por pressa ou impaciência, o idoso carrega ainda o peso do isolamento dentro de casa. Interromper, apressar ou ignorar sua fala acentua esse isolamento.
Jesus ensinou que honrar pai e mãe é um mandamento que atravessa toda a vida, não apenas a infância (Mateus 15:4). Esse princípio estabelece que o respeito aos mais velhos é uma obrigação moral permanente, não uma gentileza opcional. O Espiritismo ensina que os deveres dos filhos em relação aos pais continuam ao longo da vida e se expressam em cuidado, respeito e dedicação, inclusive na velhice (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. 14, item 3).
Cuidar de um idoso não é apenas garantir alimentação e remédio. É sentar ao seu lado, ouvir a mesma história pela terceira vez e entender que aquele tempo é insubstituível. A forma como você dá atenção demonstra o valor que essa pessoa tem na sua vida. O que você pode fazer hoje para que o idoso da sua família sinta que ainda é ouvido e considerado por você?
Equipe Vida e Espiritismo
Bibliografia