Educar não é terceirizar
Quem está educando seu filho quando você não assume esse lugar?
Hoje, muitos pais e responsáveis entregam a educação dos filhos ao celular, à escola, à internet ou a terceiros. Corrigem pouco, acompanham menos ainda e esperam que a criança aprenda sozinha aquilo que ninguém está ensinando com constância: os valores morais.
Educar não é apenas manter, proteger ou oferecer estrutura. É acompanhar, orientar, corrigir, ouvir, observar, formar o caráter no dia a dia, ensinar o que é certo. Também é estabelecer limites e saber dizer “não” mais vezes do que “sim”, quando isso for necessário para educar.
Jesus valorizou os pequenos e mostrou a gravidade de influenciá-los para o mal: “Se alguém fizer tropeçar um destes pequeninos...” (Mateus 18:6).
O Espiritismo ensina que pais, tutores e responsáveis têm uma importante missão: ajudar no progresso moral daqueles que estão sob seus cuidados — e responderão por essa tarefa se forem negligentes nesse dever. (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIV, item 9; O Livro dos Espíritos, q. 208).
O exemplo diário educa muito mais do que palavras e regras.
Quando a família se omite, outros "valores" ocupam esse espaço. E nem sempre ensinam a verdade, o respeito, as virtudes, o domínio próprio diante das más inclinações e a responsabilidade.
Quem educa não pode delegar aquilo que é seu dever moral e natural.
Você tem educado quem está sob sua responsabilidade — ou apenas acompanhado o crescimento sem realmente educar?
Equipe Vida e Espiritismo
Bibliografia