O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo 9 - Item 8
João é empregado em uma companhia. Conhecido por seu mau humor diário e pelas constantes lamentações, João é desse mesmo modo com os colegas, com o patrão e com alguns clientes que, em seu julgamento, lhe contrariam. Mesmo assim, o patrão o mantém no emprego, pois sabe o quanto João precisa daquele trabalho.
Certo dia, João estava mais azedo que o normal e o patrão lhe pede para executar uma determinada atividade (importante ressaltar que o que lhe foi pedido era absolutamente justo, lícito e dentro das obrigações lhe cabiam), mas João não obedece a ordem, não faz o que o patrão pediu e, ainda, fica resmungando o resto do dia.
Em outra ocasião, o mesmo João, vai a uma consulta médica e, após alguns exames, descobre-se que ele está doente e que a doença pode levá-lo à morte. Claro, como qualquer pessoa racional, João fica profundamente triste com a notícia (quem não ficaria?) e igualmente preocupado. E, no mesmo instante que recebe a informação, João se revolta com a situação e atribui ao patrão e a Deus a culpa por estar doente. Deste momento em diante, os dias de João servem apenas para reclamar e se lamentar ainda mais.
Talvez você pergunte: o que essas situações têm a ver com obediência (ou ser obediente) e com resignação (ou ser resignado)?
Em “O Evangelho segundo o Espiritismo“, no item “Obediência e resignação”, encontramos o seguinte trecho:
“A obediência é o consentimento da razão e a resignação é o consentimento do coração. Todas as duas, portanto, são forças ativas, porque carregam o fardo das provas que a revolta insensata deixa cair. O covarde não pode ser resignado, do mesmo modo que o orgulhoso e o egoísta não podem ser obedientes.”
Como é possível observar, “obediência“ é a aceitação das ordens recebidas de forma justa, cumprindo com as obrigações, conformando-se com elas, pois, a razão mostra o que é correto.
Do mesmo modo, “resignação“ é o ato de aceitar de modo pacifico, com coragem, os sofrimentos e as contrariedades da vida.
Nesta história fictícia, fica claro que João, em ambas situações, não foi nem obediente e nem resignado.
Se pensarmos em nosso dia a dia, como temos nos comportado?
Temos sido obedientes àqueles a quem devemos respeito e submissão?
Temos sido resignados diante das situações amargas da vida?
Como temos aceitado o que Deus e Jesus nos pedem?
Somos obedientes às Suas Leis e ao Evangelho de Jesus?
É importante refletir sobre isso e mudar as ações para progredir no bem, sempre!
Equipe Vida e Espiritismo
Bibliografia: KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 3 ed. França.Esta é uma livre interpretação.