O Livro dos Espíritos | Livro 1 “Causas primárias” | Capítulo 2 “Elementos gerais do Universo”
Espaço universal, questões 35 e 36
O artigo de hoje convida a uma reflexão sobre as questões 35 e 36 de O Livro dos Espíritos, que abordam sobre o espaço universal, definindo-o como infinito.
Allan Kardec explica que, se supusermos um limite para o espaço, por mais que nossa imaginação tente concebê-lo, a razão nos diz que além dessa fronteira existe algo mais; e assim, gradativamente, chegaríamos ao infinito, pois, mesmo que esse "algo" fosse o vazio absoluto, ainda seria considerado espaço.
Portanto, nada está realmente vazio, uma vez que aquilo que parece vazio está ocupado por matéria que escapa aos sentidos e aos instrumentos humanos.
Essa percepção revela que a ideia de vazio está ligada à limitação da percepção humana, e não à ausência real de matéria no espaço. Qualquer tentativa de estabelecer um limite para o espaço leva a uma contradição, pois sempre haverá continuidade além desse ponto. O espaço não apresenta fronteiras definidas nem interrupções. O espaço se mantém contínuo, com matéria presente mesmo quando não pode ser percebida.
Essa compreensão indica que o infinito não pode ser plenamente alcançado pela mente humana, que é limitada para conceber algo sem fim. Ainda assim, o raciocínio permite entender que o espaço se estende indefinidamente. O espaço universal é, portanto, infinito e sempre preenchido, mesmo além do alcance dos sentidos humanos.
Equipe Vida e Espiritismo
Bibliografia: KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 1 ed. França.Esta é uma livre interpretação.