O Livro dos Espíritos | Livro 3 “Leis morais” | Capítulo 9 “Intervenção dos Espíritos no mundo corporal”
Influência oculta dos Espíritos em nossos pensamentos e atos, questões 466 a 472
Neste artigo vamos abordar as questões 466 a 472 de “O Livro dos Espíritos”. Estas questões falam sobre a influência oculta dos Espíritos em nossos pensamentos e atos.
O ensinamento espírita explica que a influência espiritual sobre o homem é resultado direto de suas escolhas e disposições íntimas. Por que Deus permite que os Espíritos estimulem os homens ao mal? A resposta está na liberdade moral que Deus concede a todos. Os espíritos imperfeitos funcionam como provas para testar a perseverança do homem no bem, enquanto os Espíritos superiores o orientam para o caminho correto. Quando as más influências se aproximam, é porque o próprio indivíduo, por seus pensamentos e tendências, as atrai. Segundo Kardec, é assim que Deus permite ao homem exercer sua consciência e escolher a direção que deseja seguir.
O ensinamento espírita explica que a influência espiritual sobre o homem é resultado direto de suas escolhas e disposições íntimas. Por que Deus permite que os Espíritos estimulem os homens ao mal? A resposta está na liberdade moral que Deus concede a todos. Os Espíritos imperfeitos funcionam como provas para testar a perseverança do homem no bem, enquanto os Espíritos superiores o orientam para o caminho correto. Quando as más influências se aproximam, é porque o próprio indivíduo, por seus pensamentos e tendências, as atrai. É assim que Deus deixa ao homem a escolha do caminho que deseja seguir.
Mas é possível se livrar da influência dos Espíritos que tentam induzir o homem ao mal. Eles só se mantêm perto daqueles que os atraem por seus desejos desordenados. Ao mudar o pensamento, o homem muda também o tipo de influência que recebe. Quando esses Espíritos não conseguem nada, param de influenciá-lo. Entretanto, ficam à espreita aguardando um momento favorável para nova investida.
A proteção mais eficaz contra a influência dos maus Espíritos está na prática constante do bem, colocando toda a confiança em Deus e vigiando os próprios pensamentos. Sugestões que alimentam discórdia, vícios ou orgulho são sinais claros de interferência inferior, e por isso Jesus ensinou na oração: “Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.” (Mateus 6:13)
Alguns podem se perguntar se os Espíritos que tentam induzir o homem ao mal, testando sua firmeza no bem, agem assim para cumprir uma missão, e se possuem alguma responsabilidade. Nenhum espírito recebe ordem divina para fazer o mal; quando age dessa forma, é por vontade própria e sofre as consequências. Deus apenas permite a prova, mas o homem continua responsável por resistir.
Até mesmo sensações internas, aparentemente sem causa, podem ter origem espiritual. Quando o homem tem uma sensação de angústia, ansiedade indefinível ou de satisfação interior, sem saber a causa, muitas vezes trata-se de comunicações inconscientes com os Espíritos, inclusive durante o sono.
Quando os Espíritos querem atrair o homem para o mal, eles se aproveitam das circunstâncias, mas também podem provocá-las, influenciando sutilmente o homem para conduzi-lo ao que desejam.
A análise destas questões nos mostra que a influência espiritual, seja boa ou má, responde diretamente àquilo que cultivamos em nosso íntimo. Somos sempre responsáveis pela sintonia que estabelecemos, atraindo auxílio quando buscamos o bem e abrindo brechas às influências inferiores quando nos descuidamos. Assim, a Doutrina Espírita nos lembra que a verdadeira proteção nasce da vigilância, da confiança em Deus e da prática constante do bem, pois é através dessas escolhas que fortalecemos nossa liberdade moral e caminhamos com segurança rumo ao nosso progresso espiritual.
Equipe Vida e Espiritismo
Bibliografia: KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 1 ed. França.Esta é uma livre interpretação.