Jesus em Nossa Vida
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Certo dia, algumas pessoas levaram suas crianças a Jesus para que Ele as abençoasse, mas os discípulos repreenderam aquelas pessoas.
Quando viu a atitude dos discípulos, Jesus não gostou e disse:
— Deixem que as crianças venham a mim e não proíbam que elas façam isso, pois o Reino de Deus é para as pessoas que são como estas crianças.
Eu afirmo a vocês que quem não receber o Reino de Deus como uma criança nunca entrará nele.
Após isso, Jesus abraçou as crianças e as abençoou, pondo as mãos sobre elas.
* * *
Esta passagem no Evangelho de Marcos vai muito além de uma simples demonstração de afeto de Jesus, pois ela representa uma completa inversão da lógica de poder humano. Para entender isso, precisamos lembrar que, na sociedade judaico-romana do primeiro século, a criança ocupava a base mais baixa da pirâmide social, sem direitos, voz ativa ou qualquer tipo de status. Por essa razão, os discípulos pensavam que Jesus estava ocupado demais com debates sérios e que não podia perder tempo abençoando aqueles que não eram considerados importantes. No entanto, ao ver a repreensão dos seus seguidores, Jesus ficou profundamente indignado, pois eles estavam impedindo que as crianças se aproximassem dele.
É nesse contexto que Jesus declara que o Reino de Deus pertence aos que se assemelham às crianças, pela simplicidade. O grande destaque é a condição existencial das crianças, marcada pela insignificância social, pela incapacidade de autossustento e pela total ausência de bagagem. Entrar no Reino de Deus como uma criança significa, portanto, abdicar de qualquer ilusão de autossuficiência, seja física, intelectual, moral ou espiritual. Enquanto o adulto se aproxima de Deus inflado por seus títulos, suas obras e seus supostos méritos, tentando barganhar a salvação a criança se aproxima sem nada para oferecer, totalmente dependente e consciente de que tudo o que recebe é puro favor. Ela não compra, não merece e não retribui; ela apenas recebe.
Ao agir assim, Jesus estabelece a total dependência e a vulnerabilidade como as únicas chaves de acesso à bênção divina, mostrando que o Reino não é conquistado pela força, mas sim por aqueles que reconhecem sua fraqueza e pequenez. A passagem conclui com Jesus acolhendo e abençoando as crianças, demonstrando de forma visual exatamente o que anunciava em palavras: no Reino de Deus, a lógica humana de poder e importância é completamente invertida, fazendo com que o menor na terra seja o padrão de grandeza no céu.
Equipe Jesus em Nossa Vida
Bibliografia: Evangelho de Marcos 10:13-16.DEUS
JESUS
EVANGELHO
MARCOS
DISCÍPULOS
CRIANÇAS
BÊNÇÃO
REINO DE DEUS
AFETO
SIMPLICIDADE
As palavras deste caça-palavras estão escondidas na horizontal, vertical e diagonal, sem palavras ao contrário.
Quem foi levado até Jesus para receber uma bênção?
Como os discípulos reagiram quando as crianças foram levadas a Jesus?
O que Jesus disse ao ver a atitude dos discípulos?
Segundo Jesus, a quem pertence o Reino de Deus?
O que Jesus afirmou sobre quem não recebe o Reino de Deus como uma criança?
O que Jesus fez com as crianças depois de falar aos discípulos?
Qual era a posição das crianças na sociedade judaico-romana do primeiro século?
Por que os discípulos achavam que Jesus não deveria receber as crianças naquele momento?
O que significa entrar no Reino de Deus como uma criança?
O que a atitude de Jesus ao acolher e abençoar as crianças demonstra sobre o Reino de Deus?
Complete. Jesus estabelece a total _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ e a _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ como as únicas chaves de acesso à bênção divina, mostrando que o Reino não é conquistado pela força, mas sim por aqueles que reconhecem sua _ _ _ _ _ _ _ _ e _ _ _ _ _ _ _ _.