O amor que perdeu a atenção
Você ainda trata o seu parceiro como alguém que escolheu ou como alguém que já não precisa mais de cuidado e atenção?
Muitos casais convivem diariamente, mas passam cada vez menos tempo realmente atentos um ao outro, imersos nas próprias telas, nas próprias preocupações e nas próprias rotinas, sem uma conversa de verdade há dias.
O casamento não termina em uma grande traição; ele vai se esvaziando nas pequenas negligências cotidianas: a atenção que migrou para o celular, o elogio que parou de existir, a pergunta que nunca mais foi feita. Quando o outro passa a ser tratado como parte da paisagem, a convivência corre o risco de perder a atenção e o cuidado que fortalecem o vínculo.
Jesus ensinou que o que Deus uniu o homem não deve separar, e que o amor conjugal é um vínculo que exige cuidado e intenção permanente (Mateus 19:6).
O Espiritismo aprofunda essa responsabilidade ao explicar que os laços afetivos são cultivados ao longo das existências. A reencarnação amplia e fortalece os vínculos de família, reunindo ao longo das existências os Espíritos que se unem pela afeição e pela simpatia (O Evangelho segundo o Espiritismo, Cap. 4, itens 18–19).
Cuidar do casamento na rotina é um ato de amor tão importante quanto os grandes gestos. Uma pergunta genuína, um momento sem tela, uma palavra de reconhecimento... são esses detalhes que sustentam o vínculo quando a vida aperta.
O que você pode fazer hoje para mostrar ao seu parceiro que ele ainda é uma escolha consciente?
Equipe Vida e Espiritismo
Bibliografia