O equilíbrio é a melhor solução
Você tem usado a cobrança para guiar ou o afeto para sustentar as regras na sua casa?
É hora do jantar e a rotina se repete: cobranças pelo quarto bagunçado, pelas notas da escola, pelas tarefas não feitas. Orientar com responsabilidade é um dever dos pais e faz parte da formação do caráter. O problema surge quando a rotina se transforma em um tribunal de exigências, onde o erro ganha voz e o acerto passa despercebido. Se a cobrança não vier acompanhada pelo afeto, as regras viram fardos e o lar deixa de ser um lugar de acolhimento para se tornar um ambiente de tensão constante.
Jesus uniu essas duas forças em uma só frase: "Eu repreendo e disciplino a quantos amo" (Apocalipse 3:19). A correção, para Jesus, nasce do amor: não seria disciplina se faltasse cuidado, nem seria amor se faltasse honestidade sobre o erro. O Espiritismo aprofunda esse princípio ao lembrar que os pais têm o dever de dirigir os filhos no caminho do bem, respondendo por esse encargo diante do futuro (O Livro dos Espíritos, questão 582). Essa tarefa exige a firmeza da disciplina e a suavidade do amor, pois a autoridade não se impõe pelo medo, mas pelo respeito conquistado na convivência diária.
Educar exige duas forças: a cobrança que estabelece limites e o afeto que dá segurança para o filho crescer. Uma bronca necessária perde o valor se depois dela não houver espaço para o abraço e para a reconciliação. O que você pode fazer hoje para que seu filho entenda que a sua exigência é, na verdade, uma forma de cuidado?
Equipe Vida e Espiritismo
Bibliografia