Quando a família vira grupo de mensagens
Você está usando a tecnologia para aproximar a família ou para substituir a convivência?
Uma família pode conversar todos os dias pelo celular e, ainda assim, passar semanas sem uma conversa realmente atenta. Mensagens rápidas resolvem avisos, combinam horários e facilitam a organização da rotina. O problema começa quando elas passam a substituir quase todo contato pessoal.
No grupo da família, uma mensagem pode ser interpretada como cobrança, uma resposta curta pode parecer desprezo e um silêncio pode gerar irritação. Assuntos delicados são, muitas vezes, discutidos diante de várias pessoas quando deveriam ser tratados diretamente apenas com quem está envolvido.
Jesus ensinou: “Tudo o que vocês querem que os outros façam a vocês, façam também a eles.” (Mateus 7:12). Esse princípio convida a considerar como nossa forma de falar será recebida pela outra pessoa. Em O Livro dos Espíritos, questão 886, a caridade, tal como Jesus a entendia, é definida como benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições alheias e perdão das ofensas. Essa orientação também vale para as conversas familiares e para o cuidado com as palavras.
Antes de responder a uma mensagem que provocou irritação, releia o que foi escrito e avalie se o assunto pode ser resolvido melhor em uma conversa particular. Se houver dúvida sobre a intenção de alguém, pergunte diretamente, sem expor o conflito no grupo. Qual conversa familiar você pode levar para um diálogo pessoal?
Equipe Vida e Espiritismo
Bibliografia