Quando o cuidado com os pais divide os irmãos
Até onde uma divergência sobre os cuidados com os pais pode comprometer a relação entre irmãos?
Quando os pais envelhecem, decisões sobre consultas, moradia, despesas e acompanhamento podem exigir participação dos filhos. Nem todos têm a mesma disponibilidade de tempo, recursos ou proximidade. A dificuldade aumenta quando um irmão assume a maior parte das tarefas e passa a considerar os demais indiferentes.
A divisão de responsabilidades precisa considerar as condições de cada pessoa. Cobranças genéricas não resolvem o problema. Também não é justo ignorar quem está sobrecarregado apenas porque todos pertencem à mesma família.
Jesus ensinou a fazer aos outros aquilo que gostaríamos que fizessem conosco (Mateus 7:12). O princípio exige considerar a situação do outro. O Espiritismo mostra que toda a moral de Jesus se resume na caridade e na humildade, abrange a benevolência, a indulgência e a justiça (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 15, item 3). Isso significa ouvir o irmão que parece ausente antes de concluir que ele não se importa.
Na prática, irmãos podem listar as tarefas existentes e verificar quem pode assumir cada uma. Um pode acompanhar consultas, outro cuidar de documentos, outro contribuir financeiramente e outro manter contato frequente. A responsabilidade pode ser dividida de maneiras diferentes, sem se ausentar. Quem está sobrecarregado deve dizer isso com clareza, e quem está distante deve perguntar o que pode fazer.
Antes de cobrar seu irmão, você já perguntou o que ele consegue fazer pelos seus pais?
Equipe Vida e Espiritismo
Bibliografia