Quando você acredita porque quer acreditar
Você procura saber se uma acusação é verdadeira ou acredita nela apenas porque vai de encontro com o que você já pensa sobre alguém?
Uma mensagem chega no celular com uma acusação contra uma pessoa. Você não conhece a história completa, não sabe de onde veio a informação e não tem como confirmar se aquilo realmente aconteceu. Mesmo assim, sente vontade de acreditar. Afinal, a acusação combina com a imagem que você já tinha daquela pessoa.
É aí que começa outro problema. Não é preciso inventar uma mentira para participar dela. Podemos também contribuir para uma informação falsa quando aceitamos uma acusação sem verificar e a tratamos como verdade.
Jesus ensinou: “Não julgueis, para que não sejais julgados” (Mateus 7:1). Antes de formar uma conclusão sobre alguém, é preciso reconhecer que nem sempre conhecemos todos os fatos. Uma acusação pode parecer convincente e ainda assim estar incompleta ou ser falsa.
Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 10, item 21, São Luís aborda a responsabilidade de considerar se é útil revelar as imperfeições de outra pessoa. A orientação desloca a atenção da curiosidade para a responsabilidade: antes de divulgar algo sobre alguém, é preciso avaliar a finalidade e as consequências dessa divulgação.
Na prática, quando uma informação confirma aquilo em que você já acredita, faça justamente o contrário do impulso: pare, procure a origem, confira os fatos e pergunte o que ainda não sabe. E o principal: verifique a veracidade da informação. Na dúvida, não divulgue.
Você procura a verdade mesmo quando ela pode contrariar aquilo que já pensa sobre alguém?
Equipe Vida e Espiritismo
Bibliografia