A reclamação que contamina
O hábito de murmurar pelas dificuldades diárias tem fechado as portas para as conquistas espirituais que cercam a sua vida?
O dia começa com uma reclamação sobre o trânsito, depois outra sobre o trabalho, outra sobre o clima e mais uma sobre as pessoas. Quando esse padrão se repete, a queixa deixa de ser uma reação a um problema específico e passa a ocupar parte da rotina.
Reclamar pode ser necessário quando existe algo concreto a corrigir. O problema aparece quando a pessoa repete a insatisfação sem procurar uma solução, sem mudar o que está ao seu alcance e sem reconhecer aquilo que também funciona bem. Nesse caso, a reclamação consome atenção e pode influenciar o ambiente familiar e profissional.
Jesus chamou a atenção de Marta quando ela reclamou da irmã por não ajudá-la nas tarefas e mostrou que sua preocupação estava ocupando mais espaço do que aquilo que era mais importante naquele momento (Lucas 10:40-42). O Espiritismo orienta a observar como enfrentamos as provas e ensina que a revolta acrescenta dificuldade àquilo que já precisa ser suportado (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 5, item 12).
Diante de uma queixa, verifique se existe algo que você possa fazer. Se existir, faça. Se não existir, reconheça o limite da situação e evite repetir a mesma reclamação. Também observe se sua fala está ajudando quem convive com você ou apenas transmitindo irritação.
Qual reclamação você pode transformar hoje em uma atitude ou simplesmente deixar de repetir?
Equipe Vida e Espiritismo
Bibliografia