Consumo consciente
Suas escolhas de consumo refletem seus valores ou apenas seus impulsos?
Você entra em uma loja sem precisar de nada específico e sai com três itens que não estavam no plano. A sensação momentânea de satisfação some rapidamente, e o que fica é a conta, o armário cheio e a vaga sensação de que ainda falta algo . O consumo por impulso não é apenas um problema financeiro, é um sintoma. Ele revela a busca por preenchimento de lugares onde essa satisfação não pode ser encontrada, e alimenta um ciclo onde ter mais nunca é suficiente. O problema não está em consumir, mas em consumir sem consciência do que está sendo trocado.
Jesus alertou que a vida não consiste na abundância do que se possui, e que aquele que acumula para si mesmo não é rico para com Deus (Lucas 12:15-21). O Espiritismo aprofunda esse princípio ao explicar que o apego às coisas materiais é um indício notório de inferioridade, pois quanto mais o homem se apega aos bens deste mundo, menos compreende o seu destino e o sentido real da existência (O Livro dos Espíritos, questão 895).
Consumir com consciência é perguntar, antes de comprar: preciso disso, posso pagar por isso sem comprometer o que importa, e isso acrescenta algo à minha vida? Essas perguntas ajudam a diferenciar uma escolha consciente de um impulso momentâneo, ou até imprudente. O que você pode deixar de comprar hoje para investir no que realmente precisa?
Equipe Vida e Espiritismo
Bibliografia