Filhos adultos e o desapego necessário
Você ainda trata seu filho adulto como se ele precisasse de tutela?
Seu filho já tem mais de vinte anos, mas você ainda toma decisões por ele, resolve os problemas que ele deveria enfrentar sozinho ou oferece opinião sobre cada escolha sem ser convidado. O amor que não aprende a libertar sufoca sob a aparência de proteção. A superproteção disfarçada de cuidado impede que o filho desenvolva as ferramentas que só a experiência própria pode fornecer. Pior: ela comunica, sem palavras, que você não confia na capacidade dele de conduzir a própria vida.
Jesus ilustrou o desapego necessário na parábola do filho pródigo: o pai deixou o filho ir, mesmo sabendo dos riscos, porque o amor maduro respeita a liberdade do outro (Lucas 15:11-13). Aquele gesto exigiu confiança, mesmo com o risco evidente. O Espiritismo aprofunda essa ideia ao explicar que o livre-arbítrio é um direito inalienável de cada Espírito: o homem tem a liberdade de pensar e de agir, e ninguém pode substituir essa responsabilidade por ele (O Livro dos Espíritos, questão 843).
Amar um filho adulto é estar disponível sem ser controlador, dar opinião quando pedido e confiar que o que você plantou na infância vai germinar no tempo certo. O desapego é a forma mais madura de amor. Como você pode demonstrar hoje que confia no caminho que o seu filho está construindo?
Equipe Vida e Espiritismo
Bibliografia