O orgulho disfarçado de cansaço
A sua dificuldade de pedir ajuda ou de admitir um erro nasce da sobrecarga de obrigações ou do medo de parecer vulnerável?
Você está exausto, sobrecarregado e prestes a estourar, mas continua dizendo que "está tudo bem" e assumindo mais compromissos do que consegue dar conta. Recusa ofertas de auxílio, prefere o isolamento e se nega a pedir desculpas quando erra, justificando tudo como cansaço ou falta de tempo. Muitas vezes, essa capa de autossuficiência e de "herói da própria vida" nada mais é do que o orgulho camuflado. Temos receio de demonstrar fragilidade, de confessar que não sabemos algo ou de reconhecer que precisamos do outro para seguir em frente.
Jesus elogiou a pureza e a simplicidade de coração, nos convidando a aprender com a mansidão dos humildes (Mateus 11:29). A filosofia espírita identifica o orgulho como a fonte dos males que afastam o Espírito do progresso moral (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. 7). Ele nos cega para as nossas próprias limitações e nos afasta da cooperação mútua. Aceitar que falhamos, que estamos cansados e que precisamos de apoio é um ato de maturidade espiritual e reconhecimento das próprias limitações.
Dizer "eu errei", "me desculpe" ou "você pode me ajudar?" não diminui o nosso valor, pelo contrário, humaniza nossas relações e abre espaço para o afeto verdadeiro. A vida em sociedade é uma teia de dependência bendita. O aprendizado acontece também quando permitimos que outras pessoas participem da nossa caminhada. O que impede você hoje de desarmar a armadura da autossuficiência e permitir que alguém divida o peso com você?
Equipe Vida e Espiritismo
Bibliografia