O peso das palavras que não constroem
O tom da sua voz acolhe quem você ama ou apenas impõe a sua vontade?
O dia de trabalho foi exaustivo, o trânsito estava caótico e você chega em casa com a paciência esgotada. Diante de qualquer pequeno contratempo, um par de sapatos fora do lugar, uma pergunta simples ou um pedido de atenção, a resposta sai ríspida, irônica ou em tom de cobrança agressiva. Justificamos esses momentos dizendo que é apenas "cansaço", mas a verdade é que transformamos o lar em uma válvula de escape para as nossas frustrações. O ambiente que deveria ser de refúgio e renovação acaba se tornando um campo minado de pequenas discussões bobas, onde as palavras são usadas como armas para ferir quem está mais perto de nós.
Jesus nos advertiu que a boca fala daquilo que o coração está cheio (Mateus 12:34). Quando despejamos nossa irritação naqueles que amamos, revelamos que ainda falta vigilância sobre o nosso mundo íntimo. O Espiritismo nos convida a trabalhar intensamente essa postura ao detalhar o dever da afabilidade e da doçura no ambiente familiar (O Evangelho segundo o Espiritismo, Cap. 9). O lar é o nosso primeiro laboratório de evolução moral, e a verdadeira caridade começa dentro de casa, exigindo de nós o esforço diário de domar a agressividade e cultivar a brandura nas palavras, especialmente quando estamos cansados.
Falar com suavidade não é fraqueza, é autocontrole e respeito pelo equilíbrio do ambiente em que vivemos. Uma resposta calma tem o poder de desarmar conflitos antes que eles ganhem proporções destrutivas. O que você pode fazer hoje para garantir que o tom da sua voz transmita acolhimento e paz para a sua família, em vez de apenas descarregar as suas tensões diárias?
Equipe Vida e Espiritismo
Bibliografia